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Valeu !Carros - Teste das Minivans ZafiraxPicassoxScénic
3 - SCÉNIC
A Scénic ganhou músculos não apenas na aparência, realçada pelos faróis de maior superfície. Mas principalmente no motor 2.0 16V, agora com 140 cavalos de potência, que substitui o 2.0 8V, de 115 cavalos. Funcionou bem para reforçar a imagem do carro vigoroso que o fabricante quer dar ao modelo. Com motor mais forte, que representara 40% da produção total da linha, a expectativa é de que a Scénic saia mais para a estrada.
Na pista de teste, a Renault foi a melhor nas retomadas, acelerações e nas médias de consumo. Na cidade, o motor com mais força em baixas rotações facilita a condução. E com freio a disco nas quatro rodas, auxiliado por ABS como item de série na versão RXE 2.0, as distâncias de parada diminuíram. O conjunto, no entanto, recebeu uma suspensão calibrada para privilegiar o conforto: nas curvas feitas em velocidade, passa a sensação de instabilidade. Só sensação, como demonstra o bom índice de aderência lateral medido nos testes.
Os 140 cavalos do novo motor colocam a Renault bem à frente da concorrência no item desempenho. Mas quem compra uma minivan costuma voltar sua atenção para outras características, como o aproveitamento do espaço interno e a funcionalidade. E aqui a Scénic paga o preço do pioneirismo e perde posições para Picasso e Zafira, de concepção mais moderna. Algumas das grandes sacadas da Renault em 1996, quando a minivan foi lançada, foram aproveitadas - e, em alguns casos, aperfeiçoadas - pelos concorrentes. Os nichos com tampa no assoalho, as mesinhas com porta-copos no encostos dos bancos e os assentos traseiros individuais foram copiados da Scénic pela Picasso. Mas na Citroën as tampas do nicho serve para prender ferramentas (na Renault são lisas), a mesinha central tem um clipe para prender papel e os bancos são mais largos e confortáveis. É preciso considerar ainda que a Scénic está no meio de sua vida e que a sucessora, baseado no carro-conceito Avantime, deverá ser lançada na Europa daqui a dois anos. Picasso e Zafira ainda têm alguns anos a mais pela frente antes da chegada da segunda geração.
Longe de ser antiquadas, a Renault tem muitas qualidades. E alguns incômodos crônicos. O ângulo do volante é um deles. Mas o motorista acaba se adaptando a essa característica, auxiliado pelos ajustes de altura do banco e do volante. Entre as três, é a que oferece o menor espaço para as pernas e a menor capacidade cúbica do porta-malas. Por 41 980 reais leva-se a Scénic equipada com o novo motor. Quem quer entrar no clube da minivan, não faz a maior questão de maior potência e abre mão de alguns acessórios, encontra a Scénic básica, com motor 1.6 16V, a porta de entrada mais barata: 32 490 reais.
PONTOS FORTES: PONTOS FRACOS
Motor potente Posição do volante
Consumo Comandos do vidro
Porta-trecos
BOAS IDÉIAS
GAVETA sob o assento dos bancos dianteiros
CAVIDADES com tampa no assoalho
MESINHAS com porta-copos no encosto do bancos
BANCOS traseiros individuais, Nichos no porta malas
2 - PICASSO
A transição de um sedã para uma minivan pode ser mais tranqüila se a opção for a Picasso, pois ela oferece a acomodação mais amigável ao volante. È como sentar-se no banco do motorista de uma perua, com vantagem de estar em posição elevada, com total domínio sobre a estrada à frente. Mas algumas adaptações são necessárias. Em privilégio ao desenho, a coluna dianteira é muito avançada (da base do pára-brisa até a extremidade do painel são 61 centímetros e outros 59 centímetros até o motorista, com o banco na posição intermediária). A distância incomum altera totalmente o condicionamento de dirigir. Outra particularidade que exige reciclagem é a localização dos mostradores digitais no centro da mesa do painel, solução já adotada em outros modelos, como o Renault Twingo: para monitorar os dados, é preciso desviar a atenção do trânsito além da habitual.
Mas nem todas às novidades exigem adaptação. Algumas soluções criam empatia imediata. Como a alavanca de câmbio no módulo central do painel, por exemplo, que está ao alcance da mão e livra espaço no console para uma gaveta junto ao assoalho. Os comandos são suaves e a direção, precisa. Fora isso, o mostrador do painel abastece o motorista 26 diferentes alertas, além das seis informações passadas pelo computador de bordo. O idioma adotado é o Português do Brasil, mas dados de consumo mantiveram o sistema europeu, de litros consumidos por 100 quilômetros - para converter para o nosso sistema, é preciso dividir 100 pelos litros indicados no visor. Em contrapartida, os ícones que ilustram parte dessas funções são de compreensão imediata. Caso se sinta incomodado pelo excesso de informação pode desativar uma das telas do mostrador e ficar apenas com a imagem do velocímetro: em caso de anormalidade, como falta de combustível, o alerta será dado. Num painel com tantos recursos, contrasta a falta do conta-giros.
O modelo começa a ser fabricado em Porto Real, no Rio de Janeiro, em duas versões de acabamento - GLX e Exclusive - mas apenas com um tipo de motor, 2.0 16V de 118 cavalos de potência, suficientes, segundo o fabricante, para a vocação utilitária do veículo. Com a pior relação entre peso e potência (11 quilos para cada cavalo), na pista, foi a minivan que teve desempenho mais modesto e o maior consumo de combustível, sem o uso do ar-condicionado. Na cidade, no entanto, enfrentou sem problemas o trânsito e manteve a mesma disposição na estrada. Dois pontos fortes são a direção firme nas velocidades mais altas e a excelente estabilidade.
O acabamento é caprichado e há soluções bem-vindas. Cinco passageiros viajam com confortos em bancos individuais e quem vai atrás com o sistema independente do ar-condicionado, por enquanto uma exclusividade das Picasso fabricas no Brasil. Há idéias notadamente inspiradas na Scénic, como o banco traseiro central que desliza sobre o trilhos. Outras são originais, como a cesta de plástico sanfonado, útil no transporte de pequenos volumes. Há, por fim, idéias que surgem improvisações, como os porta - copos na tampa do porta luvas, de utilidade duvidosa, e o sistema de engate do cinto de segurança central traseiro, cuja operação é demora e pouco funcional.
Entre as minivans brasileiras, a Picasso é a que tem os traços mais arrojados. Donato Coco, desing francês criador do projeto, que diz que as formas ovais transmitem sensação de segurança aos passageiros e tornam a vida a bordo mais agradável. A julgar pelos olhares interessados que atraem na rua, parecem agradar também quem está ao lado de fora.
PONTOS FORTES: PONTOS FRACOS:
Computador de bordo Retirada do estepe
Desing buzina na haste da seta
BOAS IDÉIAS
SISTEMA de ar-condicionado
ALAVANCA de câmbio e gavetão no console
CESTA móvel de plástico sanfonado no porta -malas
TRAVA de segurança para crianças com chave
1 - ZAFIRA
A Zafira inverte a lógica de se conhecer um carro novo por dentro. É o arranjo da terceira fileira de bancos que atrai o primeiro olhar. Só depois é que a atenção se volta para a frente. Esta foi uma atitude bastante comum entre os curiosos que se aproximam do novo lançamento da GM. O interesse se justifica. Com seu desenho discreto, quase conservador, ela faz o que nenhuma das concorrentes consegue fazer: acomodar passageiros. É a que tem melhor arquitetura interna em função do aproveitamento do espaço. Em uma disputa onde prevaleceu o equilíbrio, a versatilidade contou a seu favor.
“Flex 7” é o nome da mágica que criou a terceira fileira com dois lugares independentes. Quando fora de uso, os bancos extras podem ser dobrados e encaixados no assoalho para ampliar o espaço da bagagem. Com essa configuração o bagageiro passa a comportar 445 litro, o maior volume entre as três. Quando se transportam sete passageiros, a capacidade cai para 90 litros até a altura do vidro traseiro. Para levar mais carga, os bancos podem ser rebatidos, dobrados e deslocados até o limite do encosto dos assentos dianteiros. Esse sistema elimina a necessidade da remoção dos bancos. “Quebramos a cabeça durante um ano para chegar a essa solução”, disse Hans-Jurgen Paché, engenheiro-chefe do centro de desenvolvimento técnico da Opel, na Alemanha, na época do lançamento da Zafira, em abril de 1999.
Os adultos que se dispuserem a viajar na última fileira não devem esperar pelo conforto de classe executiva. Há bom espaço para as pernas, cintos de três pontos individuais, encosto de cabeça, nichos nas laterais com porta-copos e até uma depressão no assoalho para os pés. Mas só as crianças ficarão totalmente à vontade nesse espaço. O banco central é inteiriço, com rebatimento do encosto 1/3: quem se acomoda nas laterais conta com cinto de três pontos com regulagem de altura. No centro, apenas cinco de dois pontos. Os três ocupantes têm boa área para ás pernas.
Ao volante, a única semelhança com os demais modelos da família Astra, que empresta a plataforma para a minivan, é o desenho do painel e a boa disposição dos comandos - a melhor entre as três. O computador, opcional, tem sete funções, além das indicações de eventuais avarias. A tela, de fundo escuro, está bem localizada, no painel acima do rádio.
A Zafira brasileira ganha da européia em conforto. Os bancos estão mais macios e o revestimento é agradável. Os ajustes de altura do banco e do volante (que também tem regulagem de profundidade) têm bom curso. Mas alguns comandos são pesados, como o volante e a alavanca do freio de mão. As portas, com bom ângulo de abertura, também pesam. Ajudam muito o mecanismo que faz as janelas dianteiras cederem alguns centímetros cada vez que as portas são fechadas. As janelas traseiras, controladas eletricamente, descem por completo - nas outras minivans, sobra vidro no final do curso.
Em movimento, a minivan inspira confiança por ser ágil e firme. Como nas linhas Astra e Vectra, a direção com auxílio eletro-hidráulico, opcional, é uma grande aliada nas manobras. E nas velocidades mais altas é progressiva, impedindo a leveza excessiva do volante. A suspensão é rígida, prioriza a estabilidade mas não compromete o conforto. As irregularidades do terreno chegam à cabine dos passageiros de forma suave e o silêncio a bordo é um dos pontos fortes. Apesar do bom escalonamento das marchas, na pista, a versão 2.0 16V, de 136 cavalos, apresentou tempos de retomada mais lentos que os da Scénic e Picasso e perdeu nas provas de aceleração para a Scénic. Mas levou o teste de velocidade máxima, atingindo 182 Km/h.
A Zafira começa a ser vendida em duas versões de motor - o 2.0 de 8 e de 16 válvulas com preços a partir de 34 633 reais para a versão mais simples e 39 690 reais para a 16V básica. Na hora da decisão entre as opções oferecidas pelo mercado, a Zafira tem mais um ponto a favor: a assistência técnica conta com 490 autorizadas, contra 142 da Renault e 32 da Citroën.
PONTOS FORTES: PONTOS FRACOS:
Bancos extras Comandos pesados
Porta-malas Acesso ao estepe
Agilidade
BOAS IDÉIAS
REBATIDOS, os bancos traseiros encaixam-se no assoalho
AVANÇADO a fileira central, amplia-se a área de carga
LUZ de leitura traseira, no desnível do teto, não reflete no espelho retrovisor
VIDROS da frente cedem ao se abrirem as portas
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TESTE QUATRO RODAS
Velocidade e aceleração
máxima
ZAFIRA 182 Km/h
PICASSO 174 Km/h
SCÉNIC 179 Km/h
0 a 100 Km/h
ZAFIRA 11,30 s
PICASSO 11,58 s
SCÉNIC 10,51 s
0 a 400 m
ZAFIRA 12,87 s - 126,3 km/h
PICASSO 18,00 s - 124,8 km/h
SCÉNIC 17,38 s - 129,7 km/h
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Retomada (s) *
40 a 80 km/h (3º marcha)
ZAFIRA 8,18
PICASSO 7,74
SCÉNIC 6,97
80 a 120 km/h (4º marcha)
ZAFIRA 13,10
PICASSO 12,14
SCÉNIC 8,56
40 a 100 km/h (5° marcha)
ZAFIRA 22,94
PICASSO 28,03
SCÉNIC 21,00
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Frenagem (m)
40 a 0 km/h
ZAFIRA 7,73
PICASSO 7,50
SCÉNIC 6,97
80 a 100 km/h
ZAFIRA 30,92
PICASSO 29,98
SCÉNIC 6,97
100 a 0 km/h
ZAFIRA 48,32
PICASSO 46,85
SCÉNIC 43,56
120 a 0 km/h
ZAFIRA 69,58
PICASSO 67,46
SCÉNIC 62,72
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Ruído interno (dB) *
ZAFIRA PICASSO SCÉNIC
Ponto morto 41,7 40,6 40,8
Rotação máx. (1° marcha) 70,6 73,5 78,1
80 km/h (4º marcha) 61,9 62,3 63,8
120 km/h (5° marcha) 68,5 67,4 68,3
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Diâmetro de giro (m) e aderência (g)
ZAFIRA PICASSO SCÉNIC
Para a esquerda 10,53 11,40 10,65
Para a direita 10,69 11,22 10,18
N° de voltas do volante 3 e ¼ 1 e ¼ 3
Aderência lateral 0,78 0,80 0,79
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Consumo *
Urbano (km/h) Rodoviário (km/h)
ZAFIRA 9,94 12,63
PICASSO 8,71 12,41
SCÉNIC 11,71 14,66
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